segunda-feira, 7 de junho de 2010

Associação de Campo Alegre realiza encontro sobre deficiência.



A Associação de Deficientes Físicos de Campo Alegre realizou, na última sexta (04/06/10), o 1º Encontro Municipal de Pessoas com Deficiência. Sob a coordenação da Federação de Entidades de Pessoas com Deficiência Física de Alagoas (Fedefal), o encontro, realizado na Escola Miguel Matias, teve como objetivo discutir as políticas públicas na busca pelos direitos das pessoas com deficiência.


O presidente da Fedefal, João Ferreira, parabenizou a iniciativa da associação de Campo Alegre e os incentivou a promover sempre eventos que tragam informações a população com deficiência do município. A vereadora Rosinha da Adefal, sempre presente e participativa nas ações da Fedefal, proferiu palestra sobre Controle Social e Criação do Conselho da Pessoa com Deficiência.
 
http://www.rosinhadaadefal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=274:associacao-de-campo-alegre-realiza-encontro-sobre-deficiencia&catid=34:ultimas-noticias

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Deficientes: exclusão e preconceito.


Na tarde em que vi uma mulher cair feio após enganchar o salto de seu sapato num daqueles buracos triangulares do calçadão do centro de Maceió, me veio o seguinte pensamento: “Obstáculos como esse são ainda mais terríveis para um deficiente físico!”


Enquanto – machucada e envergonhada – a pobre senhora se levantava, ouvi de um lojista das imediações que acidentes como esse são frequentes e que as vítimas são – em maioria – idosos, mulheres e deficientes.

Alguns comerciantes tiveram a iniciativa cidadã de colocar perto de suas lojas tapetes sobre os criminosos buracos de escoamento, que deveriam estar protegidos com grades para garantir segurança aos pedestres.

Portadores de deficiência são submetidos a uma maratona de barreiras desumanas em cidades administradas por irresponsáveis e incompetentes, que priorizam superfaturamentos em detrimento de benfeitorias sociais. Desonestos gerenciadores do erário público preferem desviar recursos para seus bolsos em vez de incorporar às obras os acessórios indispensáveis às pessoas com dificuldade de locomoção, audição e visão.

O deficiente visual, – principalmente portador de cegueira – enfrenta um turbilhão para “driblar” buracos das calçadas e atravessar ruas sem sinalização adequada. Para piorar, raras vezes o deficiente encontra a solidariedade das pessoas; a maioria prefere fingir que não viu para não ajudar o necessitado.

O “cadeirante” – assim chamado o usuário de cadeira de rodas – depara-se com imensos dilemas quando precisa subir ou descer degraus, entrar ou sair dos ônibus e enfrentar uma série de dificuldades absurdas que tornam ainda mais penosa a sua já angustiante condição. Em Maceió, é desprezível a quantidade de ônibus que dispõem de adaptações para deficientes!

O drama seria maior não fosse a atuação de entidades como a Adefal (Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas), que, mobilizando a comunidade, tem conquistado avanços nas políticas públicas em defesa da pessoa com deficiência. Porém, o dever do Estado – que é garantir acessibilidade aos deficientes – está longe de ser cumprido. Entre as medidas indispensáveis que deixam de ser feitas em prol dessa expressiva parcela de socialmente excluídos está a ampliação das oportunidades no mercado de trabalho e acesso ao ensino e à saúde.

Entre suas reivindicações, os portadores de deficiência querem acesso para pessoas com restrição de mobilidade aos sistemas de transportes, equipamentos urbanos e a circulação em áreas públicas. São prerrogativas que devem ser cumpridas pelos governos municipais e estaduais. Mesmo porque a Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana dispõe do programa de Mobilidade urbana Sustentável, aprovado pela Conferência Nacional das Cidades.

O preconceito de pessoas insensíveis é outro obstáculo para os deficientes. Essa gente, que torna ainda mais amarga a difícil vida de quem necessita de cuidados especiais, precisa enfiar no escasso cérebro a informação de que qualquer um de nós pode se tornar um deficiente físico, que um casal saudável pode gerar um filho com problemas físicos ou psíquicos.

Cresce enquanto humano, enquanto cidadão, quem dá sua parcela de contribuição, a exemplo do que fez o novelista Manoel Carlos em “Viver a vida”, no combate a esse preconceito tão cruel.

Portanto, as medidas pleiteadas pelos portadores de deficiência interessam diretamente a todos, sem excessão. Acho que os “não deficientes” precisam interagir cada vez mais com os deficientes para combater com mais eficácia a exclusão que tem presença mais marcante nas cidades gerenciadas por quem não está “nem aí” para as questões sociais.

http://tudoglobal.com/pompeexpressao/15503/deficientes-exclusao-e-preconceito.html

sábado, 8 de maio de 2010

Aparelho brasileiro para cegos "fala" cores de objetos e o valor de notas de dinheiro.


Os deficientes visuais brasileiros poderão ganhar, em breve, um aliado no dia a dia: uma caixinha que fala a cor de um objeto e diz o valor de uma nota de dinheiro.

Batizado de Auire, o aparelho foi desenvolvido pelos estudantes de mestrado de engenharia da computação da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), Nathalia Patrício e Fernando Gil, e é finalista de uma competição internacional realizada pelo Instituto Unreasonable, que premia projetos sociais de grande impacto mundial.
Do tamanho de duas caixinhas de fósforo enfileiradas, o Auire, que significa "oi" na língua dos índios javaés, é um identificador que emite o nome de 40 tonalidades de cores de objetos e de notas em circulação no Brasil. A grande vantagem do aparelho é o seu preço: ele deverá custar entre R$ 100 e R$ 200, um valor bem mais baixo do que o do modelo importado, que custa R$ 1.200.
O segredo do preço baixo do aparelho foi ele ter sido desenvolvido com a ajuda de software e hardware livres. O Auire possui um circuito eletrônico e dois LEDs (diodos emissores de luz, na sigla e inglês) que emitem luz branca, cada um para uma das três cores básicas (vermelho, verde e azul).
A luz é dirigida ao objeto ou à nota e usa sensores para captar a reflexão, isto é, a mudança da direção de propagação das ondas de cada cor. Um software embutido no aparelho calcula a proporção de cada cor primária, identifica-a em uma lista de 40 e fala aquela que mais se aproxima da do objeto ou da nota.
Cada um dos dois botões do Auire serve para uma tarefa diferente: o verde dá o nome de cada nota e o amarelo, a cor do objeto.

A estudante de mestrado Nathalia conta que o Auire precisa ser aperfeiçoado "porque ainda confunde as notas de R$ 2 e de R$ 100, que possuem cores muito próximas", um problema que será resolvido no software. Apesar disso, ela diz que os deficientes visuais que testaram o aparelho encararam a confusão com bom humor.

- Eles brincaram dizendo que 'se o Auire falar que é R$ 100 a gente sabe que não é porque nunca tem uma nota dessas'.
Fernando Gil conta que o Auire - cujo software foi desenvolvido na linguagem C, com a ajuda do kit de hardware livre Arduino (placa e software), que facilita o desenvolvimento de um protótipo-, foi aprovado pelos deficientes visuais da Fundação Dorina Nowill para Cegos. O engenheiro explica que os deficientes encontraram outros usos para o aparelho.
- Ele pode ajudar na combinação de roupas, a localizar objetos pela cor e até para saber se a luz de um ambiente está acesa ou apagada quando recebem visitas.
Quem testou o protótipo do aparelho aprovou. O revisor de Braille da Fundação Dorina Nowill, Edson do Rosário, foi um deles. Apesar de achar que o Auire ainda precise de ajustes, o grande trunfo do aparelho é permitir uma maior privacidade ao deficiente visual, sem contar nas diversas dificuldades diárias que só um deficiente visual enfrenta.
- Ele faz com que a gente não tenha que perguntar o valor de uma nota para qualquer pessoa. Para um casal de cegos ou mesmo para quem mora sozinho, vai ajudar na organização de roupas. Minha mulher enxerga um pouco, mas ela viajou e levei três dias para descobrir que as luzes da sanca estavam acesas. Só consegui perceber por causa do calor das lâmpadas. A conta ficou bem cara.


http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/aparelho-brasileiro-para-cegos-fala-cores-de-objetos-e-o-valor-de-notas-de-dinheiro-20100511.html

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cadeirante protesta desobstruindo meio-fio com martelo.

Trecho de canteiro central localizado entre as avenidas Lucas Borges e Rockfeller, que liga Vila Militar ao Residencial Trancredo Neves não apresenta pontos que ofereçam rampas. O concreto em nível alto impossibilita passagem de usuários de cadeira de rodas ou de mães que estejam conduzindo carrinhos de bebê.

Por essa razão, na tarde de ontem, o cadeirante Israel Garcez, já conhecido por militar em prol da causa, resolveu tomar providências. Com auxílio de um martelo convencional, utilizado em construções, ele começou a quebrar o meio fio, desobstruindo o local, onde uma rampa deveria ter sido implantada.
Na falta de uma passagem, o deficiente físico precisa dar uma volta em torno do quarteirão para chegar ao destino, que teria a distância encurtada, se não fosse pelo obstáculo. “É mais uma dificuldade encontrada por burrice do poder público, afinal, todo conjunto novo deve ser inaugurado com acessibilidade e aqui o serviço ficou pela metade”, pontuou.
Ressaltando buscar solução para o caso desde outubro do ano passado, Israel garantiu ter conversado com dois secretários responsáveis e que eles se comprometeram a executar a obra, mas não foi o constatado.
Em resposta ao protesto, o superintendente de obras públicas da Secretaria de Infraestrutura, José Donizetti de Melo, informou que essa demanda já chegou há algum tempo e foi repassada para o setor de manutenção. Ainda de acordo com ele, a equipe que trabalha na realização do serviço é pequena para atender todos os chamados.
Quanto ao ato cometido por Israel, o superintender disse que não quer confusão e que o cadeirante pode ser responsabilizado por dano ao patrimônio público.
Mas o autor da reclamação parece não ter se intimidado com a possibilidade de uma repressão por interferir no estado de bem público, enquanto assolava o canteiro. “Se a prefeitura não quer nos dar o direito de ir e vir, eu vou fazer assim daqui para frente”, concluiu

http://www.deficiente.com.br/component/content/article/40-minas-gerais/819--cadeirante-protesta-desobstruindo-meio-fio-com-martelo-

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Museu Théo Brandão recupera projeto de inclusão social.


A diretora do Museu Théo Brandão, Leda Almeida, se reuniu, na última quarta (14/04/10), com representantes do poder legislativo com o objetivo de recuperar o Projeto Todos os Sentidos: Arte e Inclusão, paralisado desde o ano passado, por falta de recursos financeiros.


O referido projeto abre as portas do museu para as pessoas com deficiência terem acesso a cultura. Para as pessoas com deficiência visual, foi preparada uma sala especial onde os objetos possam ser tocados, quebrando assim o paradigma de que as peças de um museu não podem ser tocadas, mas revelando uma bela forma de inclusão ao lazer e a cultura.

A vereadora Rosinha da Adefal se sensibilizou com a paralisação do projeto que é tão importante na recuperação e inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. A parlamentar, então, se comprometeu em buscar patrocinadores para que o Museu retome o projeto e mais visitantes com deficiência possam exercer o direito a cultura e ao lazer


http://www.rosinhadaadefal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=234:museu-theo-brandao-recupera-projeto-de-inclusao-social&catid=34:ultimas-noticias

Programa Câmera Record destaca Jangada Acessível em Maceió.

A Rede Record Nacional apresentará, no programa Câmera Record, uma série de reportagens sobre Alagoas. Hoje (15/04/10), foi gravado pela equipe da TV, como destaque de Maceió a Jangada Acessível, já divulgada internacionalmente. A jangada é um projeto inovador que permite às pessoas com deficiência desfrutarem do passeio até as piscinas naturais da praia de Pajuçara.


O idealizador do projeto, o arquiteto Jorge Luiz Silva, desenvolveu jangada com a ajuda de patrocinadores e parceiros como a Adefal e a vereadora Rosinha da Adefal. A parlamentar que fez o passeio junto com a bailarina (também cadeirante), Maria Gabriela e a equipe da Record enfatizou a mudança de cultura que está havendo na cidade. “Antes, se eu quisesse fazer o passeio teria que mobilizar várias pessoas para me ajudar. Agora, com a Jangada Acessível tenho facilidade de chegar até a jangada e tenho meus direitos ao lazersendo respeitados.
 
 
 
http://www.rosinhadaadefal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=236:programa-camera-record-destaca-jangada-acessivel&catid=34:ultimas-noticias

Serra diz que criará ministério para atender deficientes físicos.

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, prometeu ontem em São Paulo que criará um ministério extraordinário do deficiente físico. "Se eu merecer a confiança do povo brasileiro, vou fazer isso", disse o tucano durante visita a uma feira de produtos voltados para pessoas com deficiência. Foi a primeira promessa de campanha desde o lançamento da candidatura do tucano na convenção do PSDB, no dia 10.


Calcula-se que, no Brasil, aproximadamente 15% da população tenha algum tipo de deficiência --são quase 30 milhões de pessoas diretamente interessadas no assunto, sem contar familiares e amigos de deficientes.

O assunto é tema de novela e o mercado para produtos e serviços voltados para a reabilitação movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão no país.

Em seu passeio pela feira, Serra abraçou e beijou paraplégicos, portadores de síndrome de Down e de paralisia cerebral, deficientes auditivos e visuais. Com um grupo de mulheres surdas, o pré-candidato apresentou-se, falando pausadamente "Meu-no-me-é-Ser-ra", enquanto fazia com as mãos a mímica de um serrote em ação. O candidato fez questão de mandar beijos na Língua Brasileira de Sinais (Libras) --mão na altura do coração e depois junto à boca.

Mas também houve reclamações, como a de Miguel Franchin Neto, 64, aposentado, que pediu isenção de IPVA para carros adaptados a deficientes físicos. O tucano disse que vai "pensar na ideia".

A criação de ministérios contraria a tradição tucana de defesa de estruturas enxutas de governo, com um número menor de pastas. Ontem, o candidato disse que o novo ministério servirá para mobilizar o país em torno da inclusão de deficientes. "Não há uma política nacional do deficiente físico, ativa, intensa e ampla", criticou Serra.

Atualmente, o órgão responsável pelo assunto em nível federal é a Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

http://deficientealerta.blogspot.com/2010/04/serra-diz-que-criara-ministerio-para.html

CAMISETA INCLUSÃO JÁ!

No stand da Sentidos, fizemos sorteios de camiseta da campanha INCLUSÃO JÁ durante a ReaTech!


Nosso intuito é difundir a importância de incluir as pessoas com deficiência na sociedade e exaltar as ações que promovam essa inclusão.




http://blogsentidos.blogspot.com/2010/04/camiseta-inclusao-ja_21.html

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Existe um mouse para o pé!


Tecnologia é desenvolvida para facilitar o uso de computadores por deficientes físicos


Como seria trabalhar num mundo totalmente informatizado sem mobilidade nas mãos ou mesmo sem elas? A designer Liu Yi pensou sobre o assunto e encontrou uma solução para o problema: um mouse óptico para os pés.


O formato lembra um pouco o de chinelo de dedos, mas é perfeitamente ajustado à anatomia de cada pé. Basta encaixar uma tira central entre os dedos e mover o mouse exatamente como você faria com as mãos. Até os botões direito e esquerdo estão na mesma posição do mouse tradicional de mão. E devem ser pressionados com o dedão e o segundo dedo.

Parece complicado demais? Segundo o Blog Gadget Lab, da Revista Wired, ao contrário do esperado, o mouse é muito fácil de usar e obedece bem aos comandos. Ele só tem um pequeno problema: não é lavável - é, você vai ter que aturar um mouse com chulé

http://deficientealerta.blogspot.com/2010/04/existe-um-mouse-para-o-pe.html

Rosinha da Adefal concede entrevista para o Sala Vip de O Jornal.


O Sala Vip é o mais novo caderno da edição de domingo do O Jornal e teve como entrevistada do último domingo (11/04/10) a vereadora Rosinha da Adefal. Confira a matéria completa no link nas páginas 39 e 40: http://www.ojornalweb.com/2010/04/11/edicao-digital-ojornal-%e2%80%93-11-de-abril-2010/

http://www.rosinhadaadefal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=232:rosinha-da-adefal-concede-entrevista-para-o-sala-vip-de-o-jornal&catid=34:ultimas-noticias

Adefal participa 9º Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade.

A Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas – Adefal participa da 9º Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade - ReaTech, que acontece em São Paulo no período de 15 a 18 de abril. Estarão representando a Instituição o presidente Luiz Carlos Santana e a diretora técnica Zelda Pedrosa.


A Reatech é a principal feira dedicada a equipamentos e serviços para deficientes no Brasil. A feira conta com a participação dos principais fornecedores de equipamentos de uso em geral, órteses e próteses e equipamentos fisioterápicos e medicinais, além de contar com os principais fornecedores de serviços e associações.

O evento tem como objetivo de promover a inclusão social da pessoa com deficiência, garantido também através de novas tecnologias uma melhor qualidade de vida para o deficiente.

Durante a Feira novas tecnologias e equipamentos serão lançados, mas o que chama atenção dos participantes é a realização de inúmeros seminários, onde temas importantes serão abordados tais como: Valorização Da Vida; Orientação Sobre Mobilidade e Postura Para Cadeirantes; O Cão Guia De Cegos Inclusão E Acessibilidade; Educação Com Acessibilidade Para O Mercado De Trabalho e Equoterapia Na Reabilitação Neurológica.

Ao falar do evento Luiz Carlos Santana se mostra animado com as inovações e destaca de forma positiva todo o cronograma do evento. “Hoje a ReaTech é um dos melhores eventos dedicados ao público deficiente, este ano além de conhecermos novas tecnologias para serem implementadas em nosso Instituição teremos a oportunidade de participar de uma ampla discussão sobre políticas púbicas e de inclusão”, destacou Santana.
 
http://adefal.org/?pagina=noticias&id=165

Deficientes poderão ter redução no tempo de serviço para aposentadoria.

As pessoas com síndrome de Dow também serão beneficiadas com a aprovação.
Brasília - Pessoas com deficiência poderão ter redução do tempo de serviço para aposentadoria. O Projeto de Lei Complementar 277, após cinco anos tramitando na Câmara Federal, deve ser votado esta semana. A antecipação da aposentadoria será concedida de acordo com a gravidade da deficiência. Para pessoas com deficiência leve a antecipação será de três anos, deficiência moderada, seis anos e nos casos de deficiência severa, dez anos.

O projeto prevê ainda que "o segurado portador de deficiência poderá requerer, em qualquer tempo, ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) a realização de perícia e emissão de certidão que ateste o grau de sua deficiência para fins de redução da idade de aposentadoria e tempo de contribuição".
As pessoas com síndrome de Dow também serão beneficiadas com a aprovação. Segundo o diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo e colaborador da Federação das Associações de Síndrome de Dow, o médico Zan Mustacchia, a expectativa de vida destas pessoas aumentou em função do maior acesso à imunização, alimentação adequada e amparo à saúde, mas existem outras necessidades que devem ser atendidas.
"É importante a aprovação da lei. Em 20 anos houve um grande aumento da expectativa de vida de quem tem síndrome de Dow, que passou de 30 anos nos anos 1980 para mais de 60 anos nos anos 2000. A antecipação da aposentadoria irá contribuir ainda mais para a melhoria da qualidade de vida destas pessoas", afirmou.
De acordo com a psicopedagoga e fundadora do Instituto de Inclusão Social, Marina Almeida, o projeto beneficiará 100 mil pessoas em todo o país que não têm condições de trabalhar durante 35 anos por sofrerem um maior desgaste físico e psicológico.
"Como não há uma lei para estes casos as pessoas que trabalham hoje são aposentadas por invalidez. Esse benefício daria equidade de condições às pessoas com deficiência que estão no mercado de trabalho".
Para Marina Almeida, o Brasil precisa trabalhar com a ideia de um projeto de vida para as pessoas com deficiência que englobe a infância, a adolescência, a vida adulta e a senilidade aos moldes do que é feitos nos países desenvolvidos.
"Países como a Islândia, Itália, Espanha, Alemanha e Austrália possuem aposentadorias e dispositivos legais que garantem um envelhecimento melhor. O Brasil necessita de ações desde o nascimento, passando pela educação, o acesso ao trabalho, a aposentadoria e para uma velhice tranquila".
O deputado federal e relator do Projeto de Lei Complementar 277, Marcelo Ortiz (PV-SP) , disse que o texto será votado nesta semana. "O texto é consensual e atende às demandas das associações de pessoas com deficiência e deve ser votado até sexta-feira (16), e certamente será aprovado rapidamente também no Senado", disse.

http://www.jornalnh.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-506,cd-253558.htm

UFPB abre inscrições para curso de Licenciatura em Letras/LIBRAS

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), através da Comissão Permanente do Concurso Vestibular (Coperve), abriu inscrições ao Processo Seletivo para as 250 vagas do curso de Licenciatura em Letras/Libras (Língua Brasileira de Sinais), no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB), modalidade de ensino a distância.

As inscrições, cuja taxa é de R$ 30,00, devem ser feitas exclusivamente no endereço eletrônico www.coperve.ufpb.br, de 13 a 25 deste mês. As vagas oferecidas serão distribuídas para candidatos surdos e professores da rede pública de ensino.
Outros candidatos poderão concorrer a possíveis vagas remanescentes do processo seletivo.
As provas serão aplicadas em fase única no dia 16 de maio abrangendo todas as disciplinas.
Este curso atende à Lei de Acessibilidade nº 10.048/2000, que determina que toda instituição de Ensino Superior e de Educação Básica devem incluir em seus quadros o tradutor e o intérprete de Libras – Língua Brasileira de Sinais – para viabilizar o acesso à comunicação, informação e à educação e alunos surdos.
Outras informações no Edital nº 13/2010 da PRG/UFPB/COPERVE, ou pelo telefone (83) 3244 1580.

Contribuiu c/esta informação: Lidiane Ramos. OBRIGADA LILIIIII :)

Fonte: Agência de notícias.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Projeto pode colocar o Brasil na vanguarda da luta contra o autismo.

Paulo Marcio Vaz , Jornal do Brasil BRASÍLIA - Um projeto de lei prestes a tramitar no Senado poderá colocar o Brasil na vanguarda da luta contra o autismo. O texto, elaborado por diversas entidades ligadas à causa, prevê a criação do Sistema Nacional Integrado de Atendimento à Pessoa Autista. Se aprovada, a legislação será uma das primeiras no mundo a priorizar o autismo como caso de saúde pública em nível nacional, incluindo a capacitação de profissionais de saúde, a criação de centros de atendimento especializado e a inclusão do autista no hall das pessoas portadoras de deficiência, além de criar um cadastro nacional. No Brasil não há dados oficiais sobre a quantidade de portadores da síndrome, considerada epidêmica nos EUA. Um acordo feito no âmbito da Comissão de Direitos Humanos do Senado garante a relatoria ao senador Paulo Paim (PT-RS), que, de antemão, já garantiu parecer favorável à aprovação do texto.

– A abordagem será suprapartidária e espero que o projeto tramite já este mês – diz Paim.

Drama

O drama pelo qual passam os pais de autistas, na maioria das vezes sem diagnóstico precoce e tratamento adequado para seus filhos, não é uma exclusividade brasileira. Recentes descobertas de um grupo de médicos e bioquímicos americanos, todos eles pais de autistas, têm causado polêmica e espantado uma parte da comunidade científica mais tradicional, a partir de evidências de que, ao contrário do que se pensava, o autismo não seria um mero transtorno mental, mas resultado de uma grave intoxicação, seja pela ingestão de alimentos contaminados com agrotóxicos, ou mesmo por substâncias químicas, incluindo metais pesados, que podem entrar no organismo das crianças por meio de diversos fatores, incluindo pelo uso de determinados medicamentos.
A nova abordagem a respeito do autismo assombra a indústria farmacêutica e divide a opinião de profissionais de saúde.
Semana passada, numa conferência em Brasília, médicos e cientistas brasileiros e americanos foram praticamente unânimes ao reforçar a nova tese. Segundo eles, os autistas têm muita dificuldade de eliminar toxinas do organismo, e a situação seria agravada por uma disfunção gastrointestinal que facilita a absorção de toxinas pelo intestino, fazendo com que as mesmas entrem na corrente sanguínea e cheguem ao cérebro, o que justificaria o comportamento autístico.

Boa notícia

A boa notícia é que a nova abordagem diagnóstica levou a novos tipos de tratamentos, de caráter multidisciplinar, e que vêm obtendo resultados bastante animadores. A terapia é baseada em dietas alimentares específicas, prática de terapias comportamentais, suplementação vitamínica e fortalecimento da flora intestinal. Como resultado, muitas crianças que antes sequer olhavam nos olhos dos pais, ou mesmo pareciam ser surdas devido à total falta de interação com o mundo, hoje conseguem falar, olhar nos olhos e demonstrar afeto. A adoção de tratamentos baseados neste novo tipo de abordagem está prevista no projeto de lei que chegará ao Senado.

Lado sombrio

O médico brasileiro Eduardo Almeida, doutor em saúde coletiva pela Uerj e um dos que se empenham nas novas pesquisas sobre a síndrome, considera o autismo “o lado sombrio da medicina acadêmica” e defendeu, durante sua palestra em Brasília, mudanças radicais na forma como a medicina tradicional aborda a questão.
– Estamos numa espécie de encruzilhada da medicina alopática – analisou Almeida.
O professor emérito de química e bioquímica da Universidade de Kentucky (EUA) Boyd Haley também defende a tese segundo a qual o autismo tem muito a ver com uma intoxicação por substâncias como os metais pesados, principalmente o mercúrio. Durante a conferência, ele apresentou estudos feitos nos EUA que reforçam a tese.

Abordagem holística traz melhora a crianças

Em geral, médicos e outros profissionais de saúde que aderem às novas teses sobre diagnóstico e tratamento de autismo são pais de crianças que sofrem da síndrome. Ao não encontrarem solução na medicina tradicional, eles iniciam pesquisas por conta própria, e formam grupos cada vez mais coesos que defendem abordagens holísticas, incorporando ao tratamento aspectos da biomedicina e medicina ortomolecular, além de terapias comportamentais, dietas restritivas e a administração de suplementos.
A dentista Josélia Louback, 38 anos, mãe de um menino autista de 6, comemora as conquistas do filho. Segundo ela, Arthur só começou a melhorar depois do novo tratamento.
– Ele teve ganhos de concentração e melhorou muito seu comportamento – garante.
Nos exames de seu filho foram encontradas grandes quantidades de metais pesados como cádmio, alumínio e bismuto. Aflita também com a possibilidade de contaminação da criança por mercúrio (por não ser excretado, o metal não é detectado nos exames), Josélia teme que os anos em que passou manipulando a substância em seu consultório, confeccionando amálgama dentário, tenham contribuído para a contaminação de seu filho.
A bióloga Eloah Antunes, presidente da Associação em Defesa do Autista (www.adefa.com.br ), também vê melhoras significativas em seu filho, Luan, de 8 anos. Eloah foi uma das pioneiras na adoção dos novos tratamentos relacionados ao autismo. O diagnóstico da síndrome foi dado por ela mesma – posteriormente confirmado por um pediatra – depois que vários médicos descartaram a possibilidade.
– Infelizmente, a medicina acadêmica ainda sabe pouco a respeito do autismo. – reclama Eloah. – Aprendi muito sobre a síndrome pela internet, mantendo contato com profissionais nos EUA, pais de autistas que também se rebelaram contra os médicos tradicionais de lá. (P.M.V.)

“A dieta correta significa 60% da recuperação”

A analista de sistemas equatoriana Andrea Lalama jamais havia pensado em ser homeopata. Radicada nos Estados Unidos, ela se casou e teve dois filhos, ambos autistas. A falta de médicos capazes de tratar adequadamente seu primeiro filho a fez se inscrever num curso de homeopatia e pesquisar, praticamente por conta própria, uma forma eficaz de tratamento. Hoje, aos 8 anos, seu filho mais velho apresenta traços mínimos do espectro autista, e a mais nova é considerada uma criança normal. Andrea agora vive rodeada por pais de autistas, muitos deles médicos, que buscam sua consultoria. A homeopata é uma das vozes mais ativas dos Estados Unidos em prol da adoção e do reconhecimento dos novos diagnósticos e tratamentos para o autismo que, segundo ela, a medicina tradicional se recusa a reconhecer.

Como estão seus filhos?

Estão muito bem. Meu segundo filho não tem mais traços de autismo. Meu primeiro tem alguns traços, mas são mínimos. Ele vai à escola regular e leva uma vida praticamente normal. Tentando ajudar meu primeiro filho, tive que estudar muito e me tornei homeopata. Até hoje, costumo ir a muitos seminários sobre medicina ortomolecular e energética, medicina tradicional chinesa, enfim, qualquer tipo de medicina integrativa e alternativa. Com isso, acabei absorvendo o que era útil. Cada terapia tem um pouco a oferecer, e se você combina tudo isso, faz o que eu chamo de abordagem holística. Foi isso que ajudou meus filhos.

Qual o papel da alimentação na recuperação?

Uma dieta correta representa 60% da recuperação do autista. Mas há regras nutricionais muito específicas, pois é preciso reparar as disfunções gastrointestinais presentes nas crianças.

Quais os pontos mais importantes da dieta?

A alimentação orgânica é imprescindível, e a preparação dos alimentos também tem de ser especial. Se não houver uma preparação adequada, toxinas entrarão no organismo e causarão mais sintomas de autismo. O intestino do autista é bastante poroso e transfere essas toxinas para a corrente sanguínea, fazendo-as chegar ao cérebro. Para prevenir isso, até que você consiga fortalecer as paredes intestinais, é preciso reduzir a toxidade. Outro fator importante é que as crianças autistas não digerem bem os alimentos, pois têm carência de enzimas. Então, a comida deve ser pré-digerida.

Então, há um componente de alergia alimentar relacionado ao autismo?

O autista tem um intestino poroso. Portanto, praticamente tudo o que eles ingerem vai para o sangue. Numa criança normal, isso não acontece. Alguns protocolos recomendam remover a comida das crianças e a substituir por cápsulas contendo enzimas, probióticos, vitaminas e coisas do gênero. Não digo que está errado, mas eu não apoio esse procedimento, porque Deus não criou cápsulas, mas comida limpa e orgânica para ser bem preparada. Se seguirmos as regras, podemos reparar as disfunções gastrointestinais. Por causa da comida industrializada e de elementos químicos presentes em diversas substâncias artificiais, os autistas estão 100% intoxicados.

Há algum tipo de retardo mental no autista?

Não há retardo mental, há intoxicação. Os autistas têm uma enorme deficiência para se livrar dessas intoxicações, se intoxicam mais rápido do que se desintoxicam.

Os médicos tradicionais concordam com essa tese?

Um médico que jamais esteve numa conferência sobre autismo dirá que somos loucos. Eles só dizem que o autismo é causado por uma disfunção cerebral. Mas já provamos a verdade.

Então, há uma briga entre os defensores de sua tese e os médicos tradicionais?

Não há briga. Há negação. As fundações e comunidades ligadas ao autismo nos EUA já convidaram a American Medical Association (Associação Médica Americana) para sentar à mesa conosco e ver as evidências. Eles se recusaram. É uma verdade inconveniente dizer que as toxinas que desencadeiam o autismo nas crianças vêm da comida e de vacinas, por exemplo, porque alimentos e drogas são duas instituições que geram muito dinheiro. Como o governo vai apoiar a ideia de frear essa indústria?
Quando há muita discordância entre profissionais de saúde, não há o risco de surgirem oportunistas com supostas soluções milagrosas?
Os pais têm que ser céticos em relação a tudo o que lhes dizem. Mas é obrigação deles sentar em casa e pesquisar. Hoje, ir à internet é mais fácil do que ir à livraria, e você encontra provas de que as crianças estão intoxicadas. Temos provas científicas das disfunções gastrointestinais nos autistas. Se seu filho se comporta como autista e um médico diz que ele está bem, desafie-o a provar. Faça testes de laboratório, examine a microflora intestinal e veja se está tudo bem. Exames de sangue mostram que ele está doente. Exames do fio de cabelo podem comprovar a intoxicação. Quem diz que a análise do fio de cabelo não é segura está mentindo. Seria como dizer que não existe genética.
Mas por que os médicos tradicionais não aceitam essas evidências?
Nos EUA, muitos médicos tradicionais são orgulhosos e egoístas. Quando são desafiados e confrontados com questões que não sabem responder, eles atacam. Quem realmente acha que é bom médico não deve temer. Os médicos da comunidade autista estão dispostos a conversar, os médicos tradicionais não. Eles não querem saber, não retornam nossas ligações, não aceitam as novas evidências e não têm filhos autistas.

Universidades brasileiras começam a fazer pesquisas

Duas universidades brasileiras realizam pesquisas focadas, respectivamente, nos indícios de alergia alimentar e na intoxicação por metais, que, segundo especialistas americanos, teriam conexão com a incidência de autismo.
Em Niterói, a Universidade Federal Fluminense (UFF) vai verificar se realmente há ligação entre a síndrome e a intoxicação por metais pesados. Já a Universidade de Brasília (UnB) aproveita um estudo sobre doença celíaca para observar se há prevalência da intolerância ao glúten entre autistas.
A pesquisa feita em Niterói faz parte da tese de mestrado da biomédica Mariel Mendes, que conta com uma equipe multidisciplinar formada por nutricionista, psicóloga e farmacêutico. A universidade disponibilizará exames completos e atendimento gratuito a crianças, que estão sendo cadastradas.
– A pesquisa visa comprovar não só a ligação entre autismo e a intoxicação por metais pesados, mas também a eficácia dos novos tratamentos propostos – afirma a psicóloga Sandra Cerqueira, que faz parte da equipe sob orientação do doutor em farmacologia e toxicologia da UFF Luiz Querino.
Em Brasília, o pediatra e professor titular da UnB Ícaro Batista quer, em sua tese de doutorado, comprovar a prevalência da doença celíaca (intolerância ao glúten) em crianças autistas. Segundo ele, na literatura médica já há menção a um maior número de ocorrência da doença em autistas, mas faltariam pesquisas mais aprofundadas comprovando esta associação.

http://www.deficiente.com.br/component/content/article/1-ultimas/813-projeto-pode-colocar-o-brasil-na-vanguarda-da-luta-contra-o-autismo

Palestras na Reatech discutem preconceito e direitos da pessoa com deficiência.

Feira é realizada de 15 a 18 de abril, em São Paulo, e especialistas discutem temas como, a gravidez da mulher com deficiência, a dificuldade para ingressar no mercado de trabalho e o direito de cegos e surdos a cultura.

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), de São Paulo, participa da nona edição da Reatech (Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade). Além de apresentar os principais projetos públicos de acessibilidade e inclusão em andamento na cidade de São Paulo, promove, durante os quatro dias do evento, um ciclo com 21 debates e palestras.
No dia 15 (quinta-feira), as palestras vão abordar temas como gravidez e lesão medular (14h), acessibilidade à leitura (15h), acessibilidade em edifícios residenciais (16h), como e quando instalar plataformas elevatórias (19h).
Na sexta-feira, dia 16, seremos discutidos o papel da Comissão Permanente de Acessibilidade do município (14h) e da audiodescrição em espetáculos culturais (16h), o surf como opção de lazer para pessoas com deficiência (18h), e os mitos e verdades sobre a baixa escolaridade da pessoa com deficiência como dificultador para ingresso no mercado de trabalho (19h).
Dia 17 (sábado), os debates vão girar em torno de ações culturais inclusivas (11h), a Libras em espetáculos teatrais (12h), como tornar um banheiro acessível (13h), emprego apoiado (14h), cidadania, leis e a busca por direitos (18h).
No domingo, último dia do evento, será demonstrado como fazer uma calçada acessível (12h) e como usar corretamente o piso tátil (14h), além de serem transmitidas informações sobre a Síndrome Pós-Poliomielite (16h) e sobre como o aconselhamento pré-gestacional pode evitar que uma criança tenha algum tipo de deficiência.
Durante todos os dias, o estande também oferecerá aos interessados, gratuitamente, oficinas ensinando noções básicas da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
No dia 15, das 14h às 18h, no Auditório 5 da feira, acontece o curso Sem Barreiras: Inclusão Profissional da Pessoa com Deficiência.
O estande da SMPED na Reatech estará localizado na esquina das ruas 500 e 600.

http://deficientealerta.blogspot.com/2010/04/palestras-na-reatech-discutem.html

Tecnologia ajuda pessoas com deficiência visual a reconhecer objetos apontados.


Aplicativo permite ainda ler textos de jornais e revistas, reconhecer rótulos e fachadas de lojas utilizando a câmera do celular.

Novas tecnologias para pessoas com deficiência visual surgem a todo instante. Recentemente, foi lançado o aplicativo LookTel, que, ao ser apontado para algum objeto, diz ao usuário o que ele é.
O novo aplicativo age como um reconhecedor de objetos, podendo servir também como um leitor de texto e identificador de lojas, por exemplo. O site CrunchGear apresenta um vídeo com a demonstração do funcionamento do aplicativo.
O LookTel pode ainda realizar a leitura de textos de jornais e revistas, reconhecer rótulo de produtos e fachadas de lojas e outros estabelecimentos por meio de seus nomes. Além disso, pode "aprender" novos objetos, ligando uma imagem capturada pela câmera do celular a uma palavra informada pelo usuário.
O aprimoramento da função de reconhecimento pode ser feita com imagens pré-carregadas pelo próprio usuário, representado objetos ou locais de uso frequente, por exemplo. Entretanto, o sistema do aparelho celular não é capaz de realizar esta tarefa e necessita de um PC, que servirá de servidor para as imagens e o processamento de reconhecimento. Resumidamente, o celular captura a imagem do objeto e envia para o PC que irá procurar a imagem na biblioteca e mandar o sinal de volta para o telefone, após o reconhecimento.
O site Gizmag informa que o LookTel roda em qualquer celular Windows Mobile e que estará disponível nos próximos meses, e também apresenta, de maneira detalhada, o funcionamento descrito e outras funções interessantes como o envio de vídeos em tempo real em situação de perigo, ou as tradicionais chamadas e consulta da hora por meio de comandos de voz.

http://deficientealerta.blogspot.com/2010/04/tecnologia-ajuda-pessoas-com.html

Petrobras abre edital para financiar projetos de cidadania.


No próximo dia 27, no Maceió Mar Hotel, a estatal promove oficina para ensinar como o projeto deve ser elaborado.



Estão abertas as inscrições da Seleção Pública de Projetos Sociais 2010 do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania da Petrobras, que destinará, por um período de dois anos, R$ 110 milhões a projetos sociais que promovam a transformação social e a redução das desigualdades nas comunidades mais excluídas do País.

As inscrições estarão abertas até 21 de maio de 2010. Poderão ser inscritos projetos que solicitem valor de patrocínio de até R$ 1.450.000,00 por biênio (24 meses), com possibilidade de renovação por igual período.
Com a finalidade de assegurar a igualdade de condições no acesso a seus recursos, a Petrobras realizará oficinas presenciais (chamadas caravanas presenciais) e atendimento virtual (das 9 às 21h) para capacitar as organizações sociais a elaborarem projetos. A caravana presencial de Alagoas acontecerá no dia 27 deste mês, no Maceió Mar Hotel.
Serão aceitos projetos sob responsabilidade de organismos governamentais, não governamentais e comunitários, constituídos sob as leis brasileiras, sem finalidades lucrativas, e com atuação no Terceiro Setor, tais como associações, fundações, organizações não governamentais, OSCIPs, entre outras.
Poderão candidatar-se projetos em andamento ou em fase de planejamento que tenham como foco ao menos uma das seguintes linhas de atuação:
Geração de renda e oportunidade de trabalho;
Educação para a qualificação profissional; e
Garantia dos direitos da criança e do adolescente.
http://www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimentoecidadania/regulamento/

http://www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimentoecidadania/download/Desenvolvimento-e-Cidadania-2010Regulamento.pdf

http://www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimentoecidadania/roteiro/

http://www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimentoecidadania/download/formulario-apresentacao-projetos.doc

Fonte: http://www.amigosdaterezanelma.com/2010/04/petrobras-abre-edital-para-financiar.html

sábado, 10 de abril de 2010

Turismo adaptado.

Pessoal, conforme havia postado aqui, quem tivesse interesse em publicar seu trabalho ou experiência sobre a inclusão as pessoas com deficiência, é só mandar uma msg lá no twitter.com/inclusaoja, ou deixar um recado no espaço reservado p/comentários neste blog. Recebi no meu email esse trabalho e desde já agradeço à contribuição do nosso parceiro Ricardo Shimosakai.




A Turismo Adaptado é uma organização que trabalha para a acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência e mobilidade no lazer e turismo. Um enfoque um pouco segmentado, pois mesmo assim o campo de trabalho é enorme, mas o objetivo maior é o turismo para todos.

Quem lidera essa organização como Diretor é Ricardo Shimosakai, Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi/ Laureate International Universities e atua desde 2004 no segmento de Turismo Acessível. Também atua como Coordenador da Freeway Acessível. Membro do Centro de Vida Independente Araci Nallin, Brazilian Adventure Society, SATH (Society for Accessible Travel and Hospitality) e ENAT (European Network for Accessible Tourism). Ricardo Shimosakai depois de ter levado um tiro em 2001 num sequestro relâmpago queria retornar à suas viagens que sempre lhe trouxeram muito momentos de prazer. A partir daí começou sua luta, e a vontade de espalhar esse prazer a todos.


Como a informação é uma das coisas que julgamos mais importantes, também publicamos matérias para as revistas Sentidos e Reação, em mídias digitais como o Blog Turismo Adaptado, Diário do Turismo, EcoViagem, Inclusive, twitter @turismoadaptado, comunidade Orkut, facebook, YouTube e flickr. Também através de palestras e cursos, conseguimos passar o conhecimento de uma forma mais dinâmica. Todos esses canais de informação são ferramentas poderosas para poder passar a emoção de desfrutar os prazeres relacionados ao lazer e turismo. Com o crescente número de estudantes interessados em realizar trabalhos acadêmicos e também de profissionais a procura de mais conhecimento nesta área, reunimos diversos materiais entre matérias, vídeos, fotos, áudios e apresentações entre outros, num livro digital com o título “Acessibilidade e Inclusão no Turismo”. Consideramos que experiências são coisas que guardamos para o resto de nossas vidas, ao contrário de objetos que se desgastam e se perdem, e depois de um tempo nem lembramos mais que eles existiram.


Estar atualizado com as novidades e tendências de tudo o que acontece em relação ao turismo e ao movimento de pessoas com deficiência no Brasil e no mundo, dão a qualidade de nossos serviços. Agora também estamos atuando como uma agência de viagens para todos, comercializando passagens aéreas, reservas em hotéis, seguro de viagem, além de pacotes turísticos para todos os gostos e necessidades, com o diferencial que somos os únicos no Brasil a ter todos os serviços citados com um atendimento exclusivo a pessoa com deficiência. Conhecer a magia da Disney, esquiar em Bariloche, ver paris do alto da Torre Eiffel ou mergulhar em Fernando de Noronha, são sonhos de pessoas com ou sem deficiência que ajudamos a realizar.

Para que o mercado esteja adequado a esse segmento de público, prestamos consultoria a empresas para que as questões de acessibilidade e inclusão sejam feitas da melhor forma possível. As empresas precisam consultar especialistas na área, pois é muito comum encontrar serviços feitos sem conhecimento, que acabam por ter um custo alto com um baixo resultado. É um costume semelhante ao se dirigir à farmácia para se auto-medicar, porém as conseqüências podem ser bastante desagradáveis. Mas casos reais mostram que implantar acessibilidade de uma maneira programada, traz um retorno financeiro e de imagem muito significativos.
O turismo não é só viagem, mas um campo muito grande que envolve eventos, lazer, transporte, esporte e aventura, entre outros. Então também trabalhamos para que o tenhamos um atendimento digno em aeroportos quando formos embarcar para aquele destino tão sonhado, que os cinemas tenham espaços reservados para assistirmos o filme na companhia de nossos amigos, e que consigamos alcançar a queda daquela cachoeira maravilhosa no meio da natureza exuberante. Tudo isso faz parte do lado alegre de nossas vidas, onde todos querem estar e desfrutar desses e de outros inúmeros prazeres. Todos temos esse direito, mas infelizmente ainda somente alguns nos proporcionam isso. Porém estamos aqui para atuarmos como agentes de transformação, pois não queremos ser exclusivos, mas sim multiplicadores. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Ricardo Shimosakai – Turismo Adaptado
http://www.turismoadaptado.zip.net/ – ricardo36@gmail.com
twitter, orkut e YouTube - procure turismoadaptado
Turismo Adaptado - Agente de Viagens e Consultor de Turismo
Cel: 55(11) 9854-1478 - Tel: 55(11) 3846-6333
São Paulo/SP – Brasil

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DIVULGUEM!!!!!!!

PESSOAL, QUEM TIVER EXPERIÊNCIAS OU TRABALHOS NA ÁREA DE INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA OU ASSUNTOS REFERENTES AO TEMA, DIVULGUE NO ESPAÇO DESSE BLOG DESTINADO AOS COMENTÁRIOS. DÊ A SUA CONTRIBUIÇÃO, COMPARTILHE CONHECIMENTO...BJUX...OBRIGADA! THAÍS TAVARES.

SIGAM NO TWITTER: INCLUSAOJA

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Seminário visa aumentar número de intérpretes em Alagoas.


Foi aberto nesta segunda-feira, 5, no Centro de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS/AL), situado na Rua Ernesto Maranhão, s/n, Jatiúca, ao lado da Escola Estadual Rosalvo Lobo, o seminário o ‘Intérprete de Libras em Alagoas’, ministrado pelo professor Paulo André de Bulhões, vice-presidente da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis).

O seminário é parte integrante do Curso de Formação de Tradutores/Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que está sendo oferecido pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) desde agosto do ano passado.
Segundo a gerente de Educação Especial da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Joelina Alves Cerqueira, o curso de intérpretes será finalizado nesta sexta-feira, 9, e este seminário serviu para que os participantes do curso fossem avaliados. “Um dos objetivos da secretaria é capacitar o maior número de pessoas possíveis. Este curso serve também para diplomar aquelas pessoas que têm a prática de intérprete e não tinham certificação”, assegurou.
Joelina acrescentou também que a carência do Estado hoje é de cerca de 150 intérpretes de Libras. “O diferencial da educação de Alagoas é que os intérpretes estão inseridos nas salas de aula. Nos demais Estados esses profissionais estão apenas nas escolas. A comunidade com necessidades especiais está relativamente satisfeita”, garantiu.
Para Paulo André de Bulhões, a intenção do curso é estimular e capacitar novos intérpretes em Alagoas. “Já tinha vindo a Alagoas outras vezes. Agora, percebo que o nível dos intérpretes aumentou consideravelmente”, disse. Bulhões evidenciou que, até sexta-feira, irá ministrar oficinas onde serão abordados temas como gramática, classificadores e estrutura sintática de Libras.
Radjalma Teixeira, professor do curso e intérprete de Libras, informou que a grande dificuldade que o intérprete enfrenta é para transformar a primeira língua, no caso, a portuguesa, em uma língua diferente. “Tradução não é transposição. É preciso um vocabulário bem amplo”, destacou.
Thiago Vieira, intérprete da Escola Estadual Paulo Sarmento, em União dos Palmares, relatou que há um entrosamento muito bom entre intérpretes e professores nas salas de aula. “Atualmente, os professores utilizam muitos recursos visuais para facilitar o aprendizado dos alunos com necessidades especiais”, enfatizou.
O Curso de Formação de Tradutores/Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) acontece em parceria com o Centro de Atendimento às pessoas com Surdez (CAS/AL), em observância ao que determina o Decreto nº. 5.625/2005, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais como língua de instrução e comunicação da comunidade surda brasileira.
Os participantes estão adquirindo conhecimentos teóricos e práticos sobre visões de surdez, língua e linguagem, cultura e identidade surda, história da educação do surdo e das línguas de sinais, surdo cegueira, estudos de tradução, aspectos legais e éticos do profissional intérprete, o intérprete na escola regular, a produção textual do surdo, gramática comparativa (Libras x Língua Portuguesa), relações interpessoais, corpo e corporeidade, abordagem prática da gramática de Libras, interpretação sinal/voz e voz/sinal, saúde vocal e corporal.



http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/index.asp?vEditoria=Educação&vCod=83071

Adefal reativa serviço de equoterapia.


A Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas – Adefal reativou na última segunda-feira (6) o tratamento de equoterapia suspenso a aproximadamente 3 meses, devido uma redução de cerca de R$ 134mil das verbas repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde através dos recursos Sistema Único de Saúde - SUS para a Instituição.

Com a redução do repasse a Adefal foi obrigada a suspender, no início do ano, o tratamento de 100 crianças atendidas na equoterapia, mas devido o apoio e a colaboração de voluntários e contribuintes do telemarketing a Instituição volta a disponibilizar o tratamento.

http://adefal.org/?pagina=noticias&id=162

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Campeonato nordestino de Futsal marca os 20 anos da Asal - Associação dos Surdos de Alagoas.


A Associação dos Surdos de Alagoas (Asal) juntamente com a Liga Nordestina de Desportistas Surdos realizou o VII Campeonato Nordestino de Futsal para Surdos. O evento ocorreu no último sábado (27/03/10), na Faculdade de Alagoas (Fal) e marcou a comemoração dos 20 anos da Asal.

O campeonato contou com a participação de equipes dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Bahia e teve o apoio da Fal e da vereadora Rosinha da Adefal. A parlamentar, sempre preocupada com a qualidade de vida da pessoa com deficiência parabenizou o evento. “São eventos como este que reafirmam a importância da prática esportiva como reabilitação física e inclusão da pessoa com deficiência na sociedade.”

http://www.rosinhadaadefal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=230:campeonato-nordestino-de-futsal-marca-os-20-anos-da-asal&catid=34:ultimas-noticias

1ª Conferência do Esporte Paraolímpico Brasileiro traça metas para 2016.


O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) reuniu, nos dias 29, 30 e 31 de março, representantes de todas as modalidades do esporte paraolímpico numa conferência em Brasília. O objetivo do encontro foi traçar metas para que o Brasil esteja bem representado nas olimpíadas do Rio, em 2016 e suba no ranking de medalhas para a 5ª posição.

“É a primeira vez que existe um movimento do CPB no sentido de reunir todos aqueles que fazem o esporte paraolímpico para planejarmos juntos os próximos anos”, destacou o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.
A Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC) estava representada pela presidenta, Naíse Pedrosa, pela vice-presidente e vereadora por Maceió, Rosinha da Adefal e pela técnica da equipe, Fátima Fernandes. A parlamentar destacou a importância daquele momento. “Esse é um momento histórico para o esporte paraolímpico no Brasil em que se promove a cidadania e a inclusão social da pessoa com deficiência”.

http://www.rosinhadaadefal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=231:1o-conferencia-do-esporte-paraolimpico-brasileiro-traca-metas-para-2016&catid=34:ultimas-noticias

sexta-feira, 2 de abril de 2010

ONU quer fim de preconceitos com deficientes.

No Dia Mundial de Conscientização Autismo, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu a todos que eliminem seus preconceitos e deixem de discriminar as pessoas que sofrem de deficiências. Segundo ele, é o único caminho viável para criar sociedades justas e de solidariedade para que todos possam usufruir dos seus direitos com dignidade.

“O autismo é um distúrbio complexo que não é compreendido o suficiente e que se manifesta de várias maneiras”, lembrou Moon, durante a sessão da ONU que tratou sobre o assunto.
O autismo é resultado de um déficit neurológico que causa impactos em diferentes graus de interação social e comunicação. De acordo com dados da agência norte-americana de autismo, uma em cada 110 crianças é diagnosticada com autismo.
A doença se manifesta de maneira grave e por toda a vida, diz a ciência. Em geral, segundo especialistas, a doença aparece nos três primeiros anos de vida. Dados recentes indicam que é mais comum em bebês do sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.
Para a ONU, é fundamental a adesão dos países à Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em vigor há dois anos, para impedir o preconceito e buscar uma sociedade mais igualitária.
Segundo Moon, a parceria da realização de pesquisas e atividades de reintegração social pode oferecer a proteção e o apoio para as crianças autistas. Com isso ele afirma ser possível que elas sejam “plenamente integradas” na sociedade.

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Mundo&vCod=82882

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Um projeto para melhorar o difícil dia a dia de quem tem filho autista.

Só pais ou parentes próximos sabem quantos cuidados exige uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O autismo – termo pelo qual o problema é mais conhecido – é um transtorno invasivo do desenvolvimento, ou seja, algo que faz parte da constituição do ser humano e afeta a sua evolução. Caracteriza-se por alterações na interação social, na comunicação e no comportamento.

Apresentei à Câmara o Projeto de Lei PL 492/09 que, entre outras ações, propõe a abertura de vagas nas instituições públicas municipais de saúde especializada para todos que dela necessitarem e a utilização de métodos pedagógicos mais adequados para o aprendizado dessas crianças.
A superintendente da AMA – Associação de Amigos do Autista, Ana Maria Serrajordia Ros de Mello, afirma que “a proposta deste projeto está de parabéns por ser uma iniciativa de apoio a uma causa que necessita mesmo de apoio, pois está ainda bastante desamparada. O autismo necessita de tratamento individualizado e especializado e, portanto, requer capacitação de profissionais e recursos financeiros. Isto faz com que existam poucas instituições privadas de atendimento ao autismo. Ultimamente, o governo tem dado passos que geraram importantes avanços”.

http://www.antoniocarlosrodrigues.blog.br/um-projeto-para-melhorar-o-dificil-dia-a-dia-de-quem-tem-filho-autista/

Pedro Luiz, muito obrigada pela colaboração. Estou divuldando o projeto tb. ;)

quarta-feira, 31 de março de 2010

XII Encontro Estadual de Pessoas com Deficiência Física em Alagoas.

Nos próximos dias 23 e 24 de abril será realizado o XII Encontro Estadual de Pessoas com Deficiência Física em Alagoas.
O Evento é realizado pela Federação de Entidades de Deficientes Físicos em Alagoas (Fedefal) e tem como tema: "Políticas Públicas: um direito de todos e um dever do Estado.
Local: Quartel Geral do Exército - Av. Fernandes Lima, Farol - Maceió/AL
Horário: a partir ds 9h.
Maiores informações pelos telefones: (82)9107-6538/2121-8692.

Programação.


Dia 23 de abril

9:00 hs - Abertura oficial com as autoridades presentes.

9:30 hs - Conferencia magna, com o tema direitos uma questão de cidadania. Com a Dr. Rita Mendonça, especialista em pesquisa sobre direitos da pessoa com deficiência.

10:00 hs - Mesa redonda com o tema: acessibilidade uma questão de cidadania.

11:30hs - Debates.

12:00hs - Almoço.
14:00 hs- Mesa redonda: políticas publicas um direito de todos.

16:00 hs debates

17:00hs encerramento dos trabalhos.

Dia 24 de abril.

8:30 questoes interna do movimento.

11:30 encerramento com o almoço.

REGULAMENTO DE PARTICIPAÇÃO


DOS OBJETIVOS.

I. O Xll encontro estadual de entidades de pessoas com deficiência do Estado de Alagoas, tem como objetivo avaliar as políticas públicas no estado e propor melhorias em sua execução.

II. Capacitar os participantes transformando em agente multiplicador a respeito dos direitos e deveres das pessoas com deficiência no cenário estadual.

III. Fazer com que as políticas públicas sejam efetivadas dando pleno direitos de participação de dotos os cidadãos.

DA PARTICIPAÇÃO.

I. Participarão do Xll encontro estadual de entidades de pessoas com deficiencia física do estado de alagoas, todas as entidades filiadas a FEDEFAL.

II. Cada entidade terá direito de participar do evento com um grupo de ate 5 pessoas

III. Fica proibido a participação de um grupo superior a cinco pessoas.

IV. As entidades elegerá entre os diretores da instituição, as pessoas que irão participar.

V. As entidades informarão a fedefal até o dia 15 de abril a confirmação de sua participação, informando a quantidade de pessoas e discriminado da seguinte forma:

Quantos do sexo masculino.

Quantos do sexo femino.

Quantos de cadeiras de rodas.

DOS DEVERES DOS PARTICIPANTES.

I. Os participantes do Xll encontro estadual de entidades de pessoas com deficiencia do estado de alagoas, ficam obrigados a trazer para o local do evento todos os utensílios necessários como: roupas de cama, toalhas de banho, sabonete, creme dental.

II. Cada participante contribuirá com o valor de R$ 10,00 .

III. Os participantes irão pernoitar no local do evento em alojamentos.


Dever da FEDEFAL.

I. Colocará a disposição dos participantes, 2 alojamentos sendo um masculino e outro feminino.

II. Um auditório para realização dos trabalhos.

III. Almoço e jantar no dia 23, e café da manha e almoço no dia 24.

IV. Materiais didático que se fizer necessário.


http://umdireitoquerespeite.blogspot.com/2010/03/xii-encontro-estadual-de-pessoas-com.html

Maceió ganha 15 novos ônibus adaptados.

A empresa de transportes urbanos Piedade entregou na manhã desta terça-feira (30) 15 novos ônibus adaptados à cidade de Maceió. Os ônibus irão integrar a frota que circula na região do Benedito Bentes facilitando com isso a acessibilidade no transporte urbana da Cidade. De acordo com Luiz Carlos Santana presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas – Adefal a aquisição destes 15 novos ônibus é uma conquista importante para a sociedade. “Maceió vem dando um grande passo no que se refere à adequação do Termo de Ajuste de Conduta- TAC, o qual regulamenta que até o ano de 2011, 30% da frota esteja adaptada” e 2014 100% da frota. Acredito que em 2011 já estaremos superando o percentual de 30% da frota de ônibus adaptados de Maceió, o que já é um grande avanço, mesmo ainda não sendo o ideal”, destacou Santana. Para Luiz Carlos Santana a aquisição dos novos ônibus adaptados demonstra o compromisso da empresa Piedade em cumprir o que determina a legislação. “Essa é uma conquista do povo de Maceió, e não apenas da pessoa com deficiência. Quando falamos em acessibilidade não pensamos exclusivamente na pessoa com deficiência, pensamos também nos idosos, obesos, gestantes e em todas aquelas pessoas que possam apresentar qualquer tipo de dificuldade de locomoção seja ela permanente ou temporária”, explica Santana.

http://adefal.org/?pagina=noticias&id=160

domingo, 28 de março de 2010

Alagoas: Semana da valorização da pessoa com deficiência.

O Senado comemora a 5ª semana da valorização da pessoa com necessidades especiais, visando a mobilizar governos para políticas de acessibilidade. Talvez, Maceió desperte para a questão, a Prefeitura vem atuando em várias áreas e frentes, quem sabe chegará a vez de se olhar para o deficiente. Há dezenas de caminhões restaurando ruas, contudo as calçadas são responsabilidade dos condomínios que deveriam ser cobrados e multados por não observarem as normas técnicas da construção. Pela enésima vez abordo o tema, não por apresentar sequela de um acidente cirúrgico, mas, por milhares que tentam deambular por ruas esburacadas desniveladas, calçadas altas quebradas da cidade. Tenho denunciado inúmeras quedas com consequências, o faço pelos cadeirantes, cegos, doadores transplantados e milhares de velhos cognominados “a melhor idade” formada por diabéticos, cardiopatas, portadores de mal de Parkinson ou Alzheimer, ainda em forma incipientes, portadores de DPOC, enfizematosos que se fadigam ao mínimo esforço. Estes aconselhados por seu médico a praticarem exercícios aeróbicos, hidroterapia e caminhada, mas, seu salário de pensionista do INSS, ou aposentado de qualquer órgão público do Poder Executivo não o permite e planos de saúde ignoram a etimologia a consideram estética! Sem opção, mas, para seguir conselho do médico (que mal remunerado migra para outras atividades, principalmente política), os pobres deficientes para praticar atividade aeróbica grátis, ainda não lhe é cobrada taxa de deambulação, já lhe cobram de iluminação pública, lixo, esgoto,assim eles tentam caminhadas pelas ruas, mas, apesar de todo trabalho da prefeitura, este aspecto tem sido postergado, condomínios e construtoras ignoram as normas técnicas.

Por outro lado, quase todas as cidades do país, procuram facilitar a vida destas marginalizadas criaturas, que se isolam por falta de acesso físico a logradouros, pelas pessoas que as consideram “tadinhas, incapazes de se auto sustentarem!”.
O poder público ignora seus apelos e não são apenas as cognominadas “com necessidades especiais” (talvez a denominação seja para aumentar a auto estima do deficiente); o fato é que há muitos cegos, cadeirantes, saci pererê – este sem poder adquirir muleta, pula com a perna que lhe resta – entre os carros que circulam com motoristas indiferentes à sua existência.
Se é que se pode chamar existência daqueles que mendigam entre veículos, apoiados numa única perna, sujeitos à compaixão dos que ainda se comovem com a situação dos irmãos por quem Jesus também deu a vida!
Ainda que Jesus existisse antes de todos os tempos Ele veio ao mundo como homem para que todos tenham vida, e vida em abundância, pois Seu Pai, ao criar o mundo deu à humanidade todas as condições para que seus filhos desfrutassem de uma vida plena: água, terra,animais,solo, minérios, florestas, fontes de alimentação, biodiversidade e o perdão, recursos que por si só sustentariam toda a humanidade por milênios, não fosse a ação devastadora irresponsável de alguns que vêm destruindo o que Deus deixou ao homem para que pudesse desfrutar de uma vida em abundância!
A Câmara por necessidade de duas vereadoras, investiu na sua acessibilidade à sala de reuniões, mas os demais deficientes continuam caindo, fraturando ossos, mandíbula, dentes, talvez, os responsáveis desconheçam o drama de quem precisa deambular pela cidade, possivelmente porque circulam em carros. No Sul, padronizaram largura, altura revestimento, rampas, de ruas e calçadas, faixas especiais próximas à esquina, telefones, para facilitar sua deambulação. A novela das 8 mostra o que se pode fazer para sua inclusão, levado em cadeira flutuante ao mar por agente público e se sinta incluído
Pelo trabalho que desenvolve a prefeitura, nos fica a esperança de que ainda neste mandato Maceió, deixe de ser apenas uma cidade turística, mas uma cidade adaptada a deficientes e idosos autóctones.

http://www.ojornalweb.com/2010/03/16/semana-da-valorizacao-da-pessoa-com-deficiencia/

sexta-feira, 26 de março de 2010

Maceió: SMTT lança campanha 'Essa Vaga é Muito Especial'

Prefeito Cícero Almeida e superintendente do SMTT, cel Coutinho, no lançamento da Campanha 'Essa Vaga é Muito Especial

Os idosos e portadores de necessidades especiais já contam, desde esta segunda-feira (08/03/10), com um novo serviço oferecido pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). Por meio da campanha “Essa Vaga é Muito Especial”, eles poderão se cadastrar e ganhar um cartão que os identifica durante a ocupação de uma vaga especial nos estacionamentos. Para isso, basta colocar o documento no painel do veículo. Com a campanha, lançada nesta segunda pela manhã, a SMTT quer incentivar o uso consciente das vagas destinadas às pessoas portadoras de necessidades especiais e idosos. Durante a solenidade de lançamento, realizada no estacionamento do GBarbosa, em Cruz das Almas, o prefeito Cícero Almeida entregou a um idoso o primeiro cartão confeccionado pela campanha.


“Apesar de Maceió não ter sido projetada para o futuro, estamos fazendo o melhor para atender aos deficientes e idosos de nossa capital”, disse o prefeito durante a entrega do documento.

Já o superintendente da SMTT, coronel Jorge Coutinho, disse que Maceió é uma das primeiras capitais do Nordeste a adotar esse projeto, que cumpre uma das resoluções expedidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

“Só quem tem uma deficiência de locomoção sabe a importância desse projeto. E Maceió não poderia ficar sem implantar o que determina a resolução do Contran”, destaca Coutinho. A iniciativa foi bastante elogiada pela diretoria da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal).

Para se cadastrar e ter direito ao cartão, os idosos devem levar um comprovante de residência, CPF e identidade ao posto montado pela SMTT no supermercado GBarbosa, em Cruz das Almas. Já os portadores de deficiência devem levar, além desses documentos, um laudo médico que atesta a deficiência.

“A SMTT vai criar outros pontos de credenciamento no Hiper Bompreço da Jatiúca e no Extra da Gruta”, adianta a coordenadora da campanha, Zesilda Accioly.
 
http://www.rosinhadaadefal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=216:smtt-lanca-campanha-essa-vaga-e-muito-especial&catid=34:ultimas-noticias

Estádios da Copa não têm acesso para deficientes.

O clime esquentou na África do Sul. Nesta quinta-feira, Membros da Aliança de Deficientes da África do Sul (Sa'adah) fizeram uma manifestação queimando pneus e rodas em frente ao Estádio Soccer City, em Johanesburgo.
O protesto na frente do estádio da final da Copa aconteceu devido à falta de acesso para os deficientes físicos neste e nos demais estádios do Mundial deste ano. "Queimamos rodas porque elas são nossa mobilidade, mas não podem nos levar aos estádios", disse Ari Seirlis, membro da aliança, à imprensa local.

"Queremos estar ali, queremos ser parte da ação, mas os estádios não estão preparados para nos acomodar", continuou o deficiente físico. De acordo com Seirlis, o gesto foi simbólico e não tem como pretensão causar outros protestos, e sim mostrar a frustração dos deficientes por não poder assistir aos jogos da Copa.
Outros membros da Sa'adah protestaram no estacionamento em frente à sede da Federação Sul-Africana de Futebol, e também entregaram um memorando a Danny Jordaan, diretor-executivo do Comitê Organizador da Copa.
Ao receber o memorando, Jordaan afirmou que vai organizar uma reunião com os representantes da Sa'adah para discutir as reivindicações dos deficientes. O encontro acontecerá no próximo dia 31.

http://www.deficiente.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=804:estadios-da-copa-nao-tem-acesso-para-deficientes&catid=1:ultimas

Centro de Reabilitação Visual é inaugurado em Maceió .


A vereadora Rosinha da Adefal participou, na última quarta (17/03/10), da inauguração do Centro de Reabilitação Visual (Cervi). Além da parlamentar estavam presentes na solenidade a secretária-adjunta de Estado da Saúde, Júlia Levino, representantes de instituições que atuam na assistência a pessoa com deficiente, médicos, empresários, entre outros.


A iniciativa de abrir o centro foi de um grupo de oftalmologistas do Estado que sonhavam com uma instituição de reabilitação visual. Agora, cegos, pessoas com baixa visão e crianças que nasceram com o problema poderão contar com uma equipe multidisciplinar para atendê-los.

A parlamentar comemorou a abertura de mais um centro que trate a pessoa com deficiência. “Já temos instituições como a Adefal, a APAE entre outras que tratam da pessoa com deficiência física e a agora ter um centro que trata da pessoa com deficiência visual é uma grande conquista”.

 http://www.rosinhadaadefal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=229:centro-de-reabilitacao-visual-e-inaugurado-em-maceio&catid=34:ultimas-noticias

quinta-feira, 25 de março de 2010

Maceió: Escola Estadual Tavares Bastos é destaque em revista nacional que aborda a educação pública.

Unidade de ensino oferta atendimento especializado há cerca de 30 anos


O bem-sucedido atendimento especializado a surdos ofertado pela Escola Estadual Tavares Bastos há três décadas ganhou notoriedade nacional na revista Escola Pública, publicação bimensal destinada a mantenedores, educadores e interessados em educação. A unidade foi fundada em 1932. Desde 2003 as pessoas com necessidades especiais estão estudando nas salas de ensino regular.
A escola, localizada na Praça do Centenário, Farol, possui 26 intérpretes que trabalham nos horários da manhã, tarde e noite. Ao todo, são 1.381 alunos. Deste montante, cerca de 300 são surdos. Lá, também são atendidos os alunos surdo-autistas, hiperativos e com necessidades físicas e mentais. A escola oferece Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A diretora geral da Tavares Bastos, professora Rosa Maria Lemos Barbosa, destaca que no início de cada ano letivo é desenvolvido um macroprojeto que tem como base a campanha da fraternidade. “Este ano iremos trabalhar a questão da economia e da vida. Geralmente, nossos temas estão embasados em ética, cidadania, justiça e solidariedade”, informa.
A gestora enfatiza que a língua portuguesa precisa ser a segunda língua dos surdos. Ela acrescenta que a língua materna deles deve ser a Libras; sem ela o surdo não entende nada. “Sinto-me orgulhosa em ver a escola é um dos exemplos citados pela revista Escola Pública. Temos lutado bastante para promover a inclusão. Esta reportagem mostra à sociedade que existem espaços que promovem inclusão e nós somos um deles”, frisa.
Já Thâmara Lima Brandão Carnaúba, diretora adjunta e coordenadora de Educação Especial da escola, considera que enquanto professora percebe que os demais colegas de profissão enxergam os surdos como cidadãos que merecem uma educação igual àquela que é oferecida ao aluno ouvinte. “A realização de um concurso público para intérpretes facilitaria e muito o nosso trabalho. Os profissionais que atuam conosco são contratados. Sabemos das dificuldades do Estado. Entretanto, entendemos que é necessário continuar promovendo inclusão”, relata.
Thaís Estefane, 16 anos, aluna surda do 1º ano do Ensino Médio, diz que estudar na Tavares Bastos mudou a vida dela. “As pessoas aqui são muito boas. A experiência de estar aqui é fantástica. No futuro, pretendo ser médica veterinária. No passado, era difícil me relacionar com as pessoas. Agora, isso mudou. Sinto-me muito feliz”, revela.
Jéssica Nobre Cedrim, 17 anos, aluna surda também do 1º ano do Ensino Médio, confessa que gosta da parceria que conseguiu estabelecer com os colegas da escola. “Meu convívio com os professores é ótimo. Eles ensinam bem e isso ajuda a clarear meus pensamentos. Pretendo ser dentista. Acho que esta profissão combina comigo”, reconhece.
Márcia Cristina Félix de Lima, educanda surda, explica que quando tomou noção que era uma pessoa com necessidade especial descobriu que iria precisar enfrentar muitas dificuldades. “Entretanto, não desisti. Adoro dançar e tenho muita afinidade com a disciplina de português. Prefiro namorar pessoas surdas. Ainda não defini o que pretendo cursar na universidade”, comenta.
Leoni Oliveira Bernardo, 12 anos, aluno ouvinte do 9º ano, admite que a Tavares Bastos é um lugar muito bom para aprender. “Já consigo falar um pouco com alunos surdos. Nosso convívio é muito tranquilo. A disciplina que mais gosto é a matemática”, assinala.

http://www.educacao.al.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/escola-estadual-tavares-bastos-e-destaque-em-revista-nacional-que-aborda-a-educacao-publica/

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dia municipal da educação inclusiva será comemorado em São Paulo.

Evento debaterá as diversas possibilidades para uma educação inclusiva. A cerimônia será em 14 de abril, Câmara Municipal, em São Paulo.


Pela primeira vez, a cidade de São Paulo celebra o Dia Municipal em Defesa da Educação Inclusiva, cuja data (14 de abril) foi instituída pela Lei 15.034, de iniciativa do vereador Floriano Pesaro. Para comemorar a data, os vereadores Floriano Pesaro e Mara Gabrilli promovem na Câmara Municipal uma reunião com especialistas para debater as diversas possibilidades para uma educação inclusiva. A cerimônia será em 14 de abril, das 8h30 às 12h30, no plenário da Câmara Municipal.

"Comemorar esta data significa incluir este tema na agenda política da cidade, em consonância com as ações do Sistema Conselho de Psicologia, composto pelo Conselho Federal de Psicologia e 17 Conselhos Regionais, reforça a conceituação de Educação Inclusiva, incorporando ao processo os indivíduos deixados à margem do processo educacional brasileiro", ressalta o vereador Floriano Pesaro.

"Desejamos que, em um futuro próximo, eventos como esse não sejam mais necessários, já que o planejamento pedagógico de cada escola atenderá às necessidades e possibilidades de cada aluno e assim, teremos uma educação mais condizente com as necessidades do nosso tempo", completa a vereadora Mara Gabrilli.

Programação:

8h – Café

9h - Abertura e Mesa das Autoridades

10h15 - Mesa 1: "Os desafios da Educação Inclusiva"

Palestrantes:

-Dr. Lino de Macedo (área escolar)

-Dra. Maria Cristina Kupfer (dia a dia das instituições)

Mediadora: Eliana Almeida

Testemunhos: Neivaldo Zovico e Rodrigo Mendes

11h15 - Mesa 2: "Experiências Escolares"

Palestrantes:

-Escolas Particulares (Alecrim e Bandeirantes)

-Silvana Drago - Representante da Secretaria Municipal de Educação

-Maria Elizabete da Costa - Diretora do CAPE/ Serviço de Educação Especial da Secretaria Estadual de Educação

-Claudinei Radica - EMTU

Mediador: Guilherme Bara

12h30: Encerramento - vereadores Floriano Pesaro e Mara Gabrilli

http://deficientealerta.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pestalozzi de Maceió assina convênio com Japão.

Governo japonês vai financiar cozinha experimental para capacitação de jovens e adultos na instituição.
Sociedade Pestalozzi de Maceió dá um importante passo para a qualificação profissional de jovens e adultos atendidos pela instituição. Hoje, a presidenta da Pestalozzi, Tereza Amaral, segue para Recife (PE) onde assina um convênio com o consulado do Japão para a construção de uma cozinha experimental.

"Esta é uma oportunidade maravilhosa que surgiu para a nossa Pestalozzi. Com esta cozinha, vamos desenvolver oficinas profissionalizantes para os alunos, ou seja, capacitar e desenvolver os jovens e suas famílias para a inserção no mercado de trabalho", explica Tereza Amaral.
De acordo com a presidenta da Pestalozzi, o consulado do Japão buscava organizações não-governamentais que ajudassem a trazer bem-estar social para famílias de portadores de deficiências, conheceu o trabalho da Pestalozzi de Maceió, seus projetos e acabou optando por financiar a cozinha experimental. "O primeiro contato deu-se em agosto do ano passado, mandamos o projeto para o consulado, que o traduziu para o japonês e encaminhou para o seu governo. Como foi aprovado, agora vamos receber a verba e o acompanhamento técnico para o desenvolvimento do projeto", completa.

http://www.amigosdaterezanelma.com/2010/03/pestalozzi-de-maceio-assina-convenio.html

"Site traz vagas de emprego para deficientes."

"Aprendiz" aproxima o deficiente das diversas vagas oferecidas por empresas em todo o país.
O artigo 93 da lei 8.213 de 1991 diz que as empresas com mais de 100 funcionários devem preencher entre 2% a 5% (dependendo da proporção) de seus cargos contratando pessoas com deficiência. Essa lei é conhecida entre aqueles que de alguma forma estão relacionados a esse segmento da população; desde os próprios deficientes até diversas entidades. Porém, apesar de popular, não é raro ouvir de um deficiente que é muito difícil conseguir uma vaga no mercado de trabalho.

Para aproximar a pessoa com deficiência das vagas disponíveis no mercado, existe a sessão "Eficientes" do site "Aprendiz - guia de empregos". Esse site traz diversas vagas no mercado de trabalho para deficientes, oferecidas por empresas variadas (entre algumas: NET, C&A, Itaú-Unibanco, Schincariol, etc) em diversos locais do Brasil como Recife, São Paulo, Goiânia entre outras, além de notícias e informações úteis. Se você se interessou pelo conteúdo do site, visite: www.uol.com.br/aprendiz/guiadeempregos/eficientes/.

http://deficientealerta.blogspot.com/

Aparelho faz cego "enxergar com a língua".


Um equipamento pioneiro, desenvolvido nos Estados Unidos, promete ajudar pessoas cegas a ler com a língua. O aparelho consiste em uma câmera acoplada a óculos especiais, que manda sinais de luz para uma placa de eletrodos introduzida na boca. Esta placa dá pequenos choques formando uma "imagem" sobre a língua.
Segundo os cientistas da Universidade de Pittsburgh, o equipamento funciona melhor com pessoas que já tiveram a visão normal antes. Por isso, um dos primeiros voluntários é um ex-soldado britânico que ficou cego após um ataque no Iraque.

O novo aparelho poderá custar mais de US$ 15 mil.

http://deficientealerta.blogspot.com/search?updated-max=2010-03-16T00%3A13%3A00-03%3A00&max-results=15

sábado, 13 de março de 2010

Pessoas Com Deficiência: Aspectos Psicológicos, Intervenções Clínicas, Dificuldades e Possibilidades Profissionais

Psicologia e Deficiência – Professor Emílio Figueira*


Embora minha intenção seja abordar neste artigo pontos, comportamentos e aspectos psicológicos de quem nasce ou adquire algum tipo de deficiência ao longo da vida, é preciso acentuar, logo de início, o grande erro em pensar na existência de técnicas especiais para atendimento psicológico de pessoas com deficiência. O que podemos dizer é que, dependendo da deficiência, poderá haver peculiaridades relacionadas à sua condição orgânica e, sendo congênita, física ou mental, ter implicações no desenvolvimento ou ajustamento da criança que, segundo Amiralian (1997, p. 35), “já ao nascer, apresenta uma condição orgânica diferente e que, portanto, vai constituir-se como pessoa a partir de uma estrutura orgânica peculiar”. Enquanto psicólogos dispostos a atuar nesta área, é fundamental o conhecimento das implicações geradas pela “perda orgânica para a dinâmica de personalidade e ajustamento pessoal e social daqueles que, por diferentes razões, vieram adquirir uma deficiência. Esses conhecimentos pressupõem a compreensão das limitações fundamentais impostas pelas deficiências e a compreensão das limitações das condições afetivo-emocionais que as acompanham”.
Nunca é demais lembrar que estamos falando de pessoas. E pessoas não são todas iguais. Assim como as que têm algum tipo de limitação não são todas iguais, não formam um grupo homogêneo. Do mesmo modo, a Psicologia não é uma ciência exata. Portanto, toda afirmativa pode ser perigosa, correndo o risco das generalizações, ou seja, cada caso é um caso!
A minha amiga professora Lígia Assumpção Amaral acentuava que muitos profissionais têm dificuldades em trabalhar com pessoas com deficiência. Isto porque, independente de sua formação profissional, são pessoas. E, como a maioria da população, trazem no inconsciente coletivo mitos, “pré-conceitos” e mecanismo de defesa com relação às pessoas com deficiência. Nem todos que se formam em Psicologia estão prontos ou desejam construir uma relação profissional-cliente com esse grupo.
Ter uma deficiência interfere tanto na pessoa que a possui (no desenvolvimento, aprendizagem, personalidade, relações familiares e sociais, aspectos estruturais ou funcionais), quanto no profissional que a atende. Na pessoa com deficiência essa intervenção está ligada a inúmeros fatores, tais como: tipo de deficiência, intensidade, extensão, época de sua incidência. Olhando o seu histórico, leva-se em consideração as oportunidades de desenvolvimento e ajustamento que foram oferecidas ou negadas ao paciente.
Com relação aos profissionais que têm dificuldades de atender e se relacionar com essa classe de pessoas, essa convivência pode levar-lhes a aflorar suas próprias limitações ou suas “deficiências” – num desabar de falsas sensações de onipotência. Por isto, a negação torna-se um mecanismo de defesa para o não atendimento. Amiralian (1997, p. 34), citando Fedidá, acentua que para muitos – e os profissionais de psicologia não estão isento disto -, “a deficiência é intolerável, não só por fazer ressurgir insuportáveis angústias de castração, destruição e desmoronamento, mas também por lembrar que o deficiente é sempre um sobrevivente que escapou de um cataclismo, de uma catástrofe que já ocorreu, o que poderá acontecer a qualquer um. (…) Como um espelho perturbador, pode fazer reviver angústias primitivas”.
Por outro lado, segundo Amaral, (1991, p. 19), “no exercício de suas funções dois “mundos diferentes” se encontram. (…) Alertados, conscientizados e, ao mesmo tempo, respaldados por esse saber recém-construído, muitos profissionais têm podido re-ver, re-pensar e re-fazer sua prática, tanto do ponto de vista técnico como das relações interpessoais”.
Por meio de experiências pessoais de suas significações de deficiências, o psicólogo estará apto a rever suas emoções, afetos, aprender com suas negações, sendo capaz de “conquistar a percepção da deficiência como um objeto compartilhado e de proporcionar ao nosso cliente um ambiente acolhedor e condições facilitadoras para sua aceitação dessa condição, favorecendo e possibilitando seu próprio desenvolvimento” (Amiralian 1997, p. 34).
Após toda a avaliação psicológica e fechamento do diagnóstico, é necessário avaliarmos realisticamente os nossos limites enquanto psicoterapeutas. Já nos chegaram notícias de colegas que atenderam casos além de seus níveis de habilidades e conhecimentos sobre questões que envolvem pessoas com deficiência. E o prejuízo foi ainda mais para o paciente.
Aspectos iniciais das deficiências adquiridas
Tanto os acidentes automobilísticos ou em ambientes de trabalho, mas principalmente as armas de fogo como outros motivos, têm sido as principais causas de aquisição de deficiência permanente no Brasil. Essas vítimas poderão passar por vários estágios iniciais assim estabelecidos:
CHOQUE: Quando elas realmente não captam o que está acontecendo, ou seja, que agora ela tem uma deficiência e, com isto, ainda não há sinais de ansiedade.
LUTO: Perda da motivação de conviver com essa realidade.
NEGAÇÃO: Fruto de uma carga de cobrança. É quando a pessoa que adquiriu uma deficiência sente o status de desvalorização da sociedade. Uma sensação de impotência pessoal e profissional que geram estados de autodesvalorização, sentimentos de segregação ou opressão. À medida que a pessoa seja capaz de rompê-los, liberta-se da falsa “proteção” gerada pelo mecanismo de defesa da negação.
RAIVA: Um estado importante de ser manifestado durante a percepção da dimensão de sua perda, permitindo ao sujeito uma “válvula de escape”. Às vezes, essa raiva é projetada no médico, na equipe de enfermeiras, nos familiares, podendo comprometer ou não o processo de reabilitação.
DEPRESSÃO: Pode resultar na diminuição de motivação, refletindo nos tratamentos e atividades.
DEFESA: Gera hostilidade, sendo que algumas pessoas podem permanecer nesse estágio indefinidamente, enquanto outras, numa defesa considerada saudável, somam esforços para enfrentar e buscar sua normalização tão normal quanto possível, reconhecendo as barreiras e buscando alternativas para contorná-las.
EXPECTATIVA DE RECUPERAÇÃO: Ao notar agora que uma nova realidade a cerca, surge a preocupação com a melhora de sua deficiência.
AJUSTAMENTO: Quando a pessoa deixa de considerar suas deficiências como algo que tenha que lutar, não mais como uma barreira intransponível, procurando formas de satisfazer suas necessidades e ser uma pessoa inclusa na sociedade.
Segundo Vash (1988, p. 14), há três níveis de reconhecimentos em quem adquire uma deficiência:
Nível 1: Reconhecimento dos Fatos - A pessoa entende a natureza e a extensão das limitações, a probabilidade de permanência e as realidades da estigmatizarão social, mas detesta cada parcela disso. A deficiência é vista como tragédia e tem valência negativa.
Nível 2: Aceitação das Implicações – A pessoa tem conhecimento das realidades de suas condições sem um sentido de perda e demonstra aceitação do que é sem recriminação. Os fatos e as implicações da deficiência estão interados num estilo de vida escolhido. A deficiência é vista como um inconveniente que pode ser controlado e tem valência neutra.
Nível 3: Acolhida da Experiência – A pessoa reconhece que sem a deficiência seria diferente do que é e não tem vontade de ser diferente. Existe a valorização do fato de que a deficiência foi, é, e continuará sendo um catalisador do crescimento, desde que lhe seja permitido sê-lo. A deficiência, como todas as outras experiências de vida, é vista como uma oportunidade ou dom, e tendo valência positiva.
Esses conhecimentos básicos são fundamentais para o início de nossa atividade de intervenção. Para não corrermos certos riscos, não podemos considerar algumas dificuldades ou problemas, manifestados pela pessoa com deficiência, como decorrentes da deficiência em si, e sim encará-las como decorrentes de condições ambientais insatisfatórias ou de perturbações em interações precoces. Nossa intervenção enquanto psicólogos deverá ser em amenizar as consequências das deficiências secundarias, não considerando as dificuldades pessoais como um impedimento para a pessoa ter comportamentos mais independentes ou produtivos devido ao seu problema orgânico. Separe as dificuldades apresentadas pelo paciente e as limitações realmente impostas pela deficiência, observando se são decorrentes de outros fatores dificultantes de sua atuação. “A deficiência não deve ser considerada como a causa de manifestação de perturbações psíquicas, mas como uma condição dificultadora para as interações com o ambiente”, segundo Amiralian (1997, p. 35).
Hoje, com tantos avanços sociais, legislativos, tecnológicos na engenharia da reabilitação e na medicina, há exemplo de terapias com células-troncos, em que muitas pessoas com deficiência adquiridas ou não, estão cada vez conquistando autonomia, superando suas próprias expectativas, transcendendo-se. Caberá a nós, enquanto psicólogos, estimular essa transcendência, conduzindo a pessoa admitir, em primeiro lugar, sua deficiência no reconhecimento dos fatos, aceitação das implicações e acolhida da experiência.

Referências Bibliográficas

AMARAL, L.A. Intervenção “extramuros”: resgatar e prevenir. in. Deficiência: alternativas de intervenção. São Paulo; Casa do Psicólogo, 1997.

AMARAL, L.A. Conhecendo a deficiência (em companhia de Hércules). São Paulo, Robe, 1995.

AMARAL. L.A. Pensar a diferença/deficiência. Brasília, CORDE, 1994.

AMIRALIAN, M.L.T.M. O psicólogo e a pessoa com deficiência. in. Deficiência: alternativas de intervenção. São Paulo; Casa do Psicólogo, 1997.

VASH, C.L. Enfrentando a deficiência – a manifestação – a psicologia – a reabilitação. São Paulo; Pioneira/EDUSP, 1988.

*Emilio Figueira Jornalista, psicólogo, pós-graduado em Educação Inclusiva e doutorado em Psicanálise. Autor de mais de quarenta artigos científicos nesta área e de vinte livros, dentre os quais destaca-se “Caminhando em Silêncio – Uma introdução à trajetória da pessoa com deficiência na história do Brasil”.

http://www.inclusive.org.br/?p=14353